Após decisão do STF, goleiro Bruno se apresenta à polícia de Varginha

Horas depois de o Supremo Tribuna Federal revogar a liminar que o mantinha em liberdade, o goleiro Bruno se entregou à polícia na Delegacia Regional de Varginha, na tarde desta terça-feira (25). Segundo a Polícia Civil, o atleta assinou uma certidão se comprometendo a se entregar e depois foi liberado, já que ainda não foi expedido um mandado de prisão contra ele. Desta forma, Bruno deverá se entregar definitivamente nesta quarta-feira (26) ao juiz da 1ª Vara Criminal de Varginha. Ainda não está definido para onde ele será levado a seguir.

 

“O goleiro Bruno se apresentou espontâneamente na Polícia Civil assim que ele ficou sabendo da decisão do STF e quando viu que perdeu a liminar, veio, se apresentou e a gente só tem como recolhê-lo com mandado de prisão ou captura e no sistema ainda não existe esse mandado, até porque a decisão foi agora. Ele se apresentou, demonstrando que não tem interesse em fugir, tem interesse em cumprir a ordem judicial, pedimos para que ele esperasse, fizemos as consultas e como não constava nenhum mandado de prisão, entramos em contato com o Fórum, e o Fórum orientou para que ele se apresente à 1ª Vara Criminal e depois será recambiado para onde o mandado determinar”, disse o delegado regional de Varginha, Roberto Alves Barbosa Júnior.

 

Histórico

A prisão preventiva (antes da condenação em última instância) foi decretada com base na gravidade do crime pelo qual Bruno foi condenado e pela necessidade de manutenção da “paz social”, de acordo com a sentença que o condenou em 2013 após ser submetido ao Tribunal do Júri.
Em 21 de fevereiro, Marco Aurélio Mello determinou a libertação de Bruno, com o argumento de que a prisão preventiva não pode ser utilizada para, na prática, determinar o cumprimento da pena antes de todos os recursos da defesa serem julgados. Solto, o goleiro fechou contrato com o Boa Esporte de Varginha, clube pelo qual vinha atuando como titular.

 
STF

O caso do goleiro foi julgado nesta terça pelo plenário da Primeira Turma do STF após ser redistribuído para Moraes. Ele se tornou relator do processo porque assumiu a vaga que foi do ministro Teori Zavascki, morto num acidente de avião em janeiro deste ano.
O pedido de liberdade do goleiro Bruno havia sido distribuído originalmente para Teori mas, com a morte do ministro, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, determinou que o caso fosse remetido para Marco Aurélio.

 

Bruno foi preso em 2010 e condenado em 2013 pela morte da ex-namorada Eliza Samúdio.