Depois de recuperação em fevereiro, mercado de trabalho volta a demitir em Pouso Alegre

Depois de apontar para uma possível recuperação em fevereiro, o mercado de trabalho voltou a demitir em Pouso Alegre no mês de março. O saldo entre demissões e contratações no período foi negativo: 163 vagas deixaram de existir. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão estatístico do Ministério do Trabalho.

 
Com mais essa baixa, o município encerrou o primeiro trimestre do ano contabilizando 54 vagas formais de trabalho a menos. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo é ainda pior: 1.122 postos foram ceifados do mercado.
A curva do desemprego segue pressionada nas outras duas maiores cidades da região. Em Varginha, cidade que também havia esboçado recuperação em fevereiro, as demissões se deram em ritmo menor: o saldo negativo cortou 9 vagar por lá. No acumulado dos três primeiros meses do ano, é a única cidade que encerrou o período no azul, com 21 novas vagas criadas. Número discreto face aos cortes ocorridos no acumulado dos últimos 12 meses: 333.

 

Poços de Caldas teve o pior desempenho entre os polos regionais no mês de março e ao final do primeiro trimestre. No mês passado, a cidade fechou 399 postos de trabalho, o que colaborou para que o município terminasse o trimestre com menos 620 vagas formais de trabalho. No acumulado dos últimos 12 meses, a baixas somam 926.

 
Ritmo de demissões desaceleram
O desempenho das maiores cidades da região acompanharam o movimento nacional, que no mês de março cortou 63.224 vagas. No acumulado do primeiro trimestre de 2017, o país registrou o fechamento de 64.378 postos de trabalho. No mês de fevereiro, após 22 meses de queda no número de postos de trabalho formal, o Brasil voltou a gerar emprego, com um saldo de 35.612 novos postos de trabalho com carteira assinada.

 
Apesar do resultado negativo, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que os dados mostram alguns sinais positivos. Segundo ele, o número de vagas fechadas em março de 2017 foi muito menor do que os de março de 2016, quando o país fechou 118.776 postos de trabalho (na série com ajuste foram 114.522 vagas perdidas). “Sinaliza que aquela tendência de perda de emprego caiu pela metade”, afirmou o ministro.

 

Segundo dados do Ministério do Trabalho, 7 dos 8 setores de atividade econômica fecharam postos de trabalho, só a administração pública gerou emprego formal. Segundo Nogueira, isso deve-se a um efeito sazonal. “Março é final de férias, é um mês que historicamente não tem bons resultados!”, afirmou.