Movimentos locais aderem a ato nacional em protesto contra reforma da Previdência

A quarta-feira (15) foi marcada por mobilizações em todo o país contra a reforma da Previdência. O ato convocado por centrais sindicais e movimentos sociais pressiona o Congresso a rejeitar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, apresentada pelo governo federal. Em Pouso Alegre, professores, estudantes, coletivos e trabalhadores engrossaram os protestos.

 

Os atos se repetiram durante todo o dia na cidade. Mas a maior concentração se deu no final da tarde e início da noite, na Praça Senador José Bento, onde as manifestações foram comandadas pelo Sipromag, sindicato que representa os educadores da rede municipal de educação. A rede estadual de educação, funcionários dos Correios e Cemig também aderiram à paralisação.

 

O ato em Minas Gerais também acontece pelo cumprimento de acordos assinados pelo Governo do Estado com o sindicato de piso salarial, carreira e adicional de valorização da educação básica. Os servidores reivindicam reajuste de 7,64%.

 

Contra a reforma
Os pontos mais criticados pelos manifestantes na reforma apresentada pelo governo federal são a elevação da idade mínima para obter a aposentadoria, que pela proposta iria para 65 anos; o tempo mínimo para o obter o benefício integral, que passaria para 49 anos; além da equiparação da idade entre homens e mulheres. Na opinião dos manifestantes, da forma como está, na prática, a reforma retira o direito a aposentadoria dos trabalhadores. “As pessoas que começam a trabalhar muito cedo têm o direito de descansar. Do jeito como está, vamos aposentar e ir para o túmulo”, protesta a educadora da rede municipal, Marcela Dâmaris de Carvalho.

 

“A reforma vai cortar muitos direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo do tempo”, reclama o estudante de história, Matheus Ribeiro, de 21 anos. Ele lembra que outras mudanças podem afetar direitos dos trabalhadores, como a ampliação da terceirização. O estudante até concorda que a Previdência deve passar por mudanças, mas acredita que a discussão deve ser mais ampla e se basear em dados mais transparentes.

 

Na região
Os protestos ocorreram nas principais cidades do Sul de Minas. Poços de Caldas, Varginha, Itajubá e Lavras. Em ao menos 31 cidades da região foram registradas paralisações.
No Brasil

 

Em todo o país, os organizadores da mobilização afirmam que mais de 1 milhão de pessoas participaram dos protestos articulados pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e centrais sindicais.

 

A estudante do ensino médio, Rayane de Paiva Souza, de 16 anos

 

Professores das redes estadual e municipal de ensino marcam presença no protesto

 

 

Funcionários dos Correios participaram de diversos atos ao longo do dia

 

Atos contra reforma da Previdência em Pouso Alegre