Pouso Alegre tem saldo positivo de 679 postos de trabalho no primeiro semestre

Adevanir Vaz | Especial para o Jornal do Estado


 

A sequência de três meses com saldo positivo no mercado de trabalho consolidou o movimento de novas contratações em Pouso Alegre, que encerrou o primeiro semestre de 2017 com 679 postos formais gerados. O número representa a diferença entre as demissões, que somaram 9.187 de janeiro a junho, e as admissões, cuja soma foi de 9.866 no mesmo período. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão estatístico do Ministério do Trabalho.

O bom desempenho do mercado de trabalho traz alento para a economia local, que encerrou 2016 com corte de 1.655 vagas. No primeiro trimestre do ano, o saldo ficara negativo em 55 postos. Mas, a partir de abril, as novas contratações se firmaram, revertendo o quadro negativo. Considerando apenas o último trimestre, com 254 novas vagas criadas em abril, 266 em maio e 213 em junho, o município gerou 733 novos postos de trabalho . Três setores foram os grandes responsáveis pela retomada das contratações ao longo do primeiro semestre: Serviços (521), Construção Civil (303) e Agropecuária (129).

As contratações ó não voltaram com ainda mais força porque a Indústria (-173) e o Comércio (-127) continuam a eliminar um número considerável de postos de trabalho. O que para muitos analistas é preocupante, já que esses setores estão na base da economia, por serem mais sensíveis ao duo oferta e demanda.

Entre as maiores cidades da região, Pouso Alegre só ficou atrás de Varginha, que gerou 1.071 vagas no primeiro semestre do ano, sendo 70% desse total na Agropecuária. Poços de Caldas segue como cidade-polo mais sensível à crise econômica. Encerrou o primeiro semestre com 238 postos a menos do que iniciou o ano, embora, no mês de junho, o saldo entre demissões e admissões tenha fica positivo em 38 vagas.

No Brasil
Pouso Alegre e região reproduzem a retomada experimentada pelo mercado de trabalho nacional. No Brasil foram criados 9.821 vagas com carteira assinada em junho. Este é o terceiro mês seguido de abertura de vagas no país. O dado de junho, porém, veio bem abaixo da expectativa de analistas, que projetavam abertura de 36 mil postos, de acordo com pesquisa da agência de notícias Reuters.

Em maio, foram criados 34.253 vagas com carteira assinada. O número de empregos abertos é o saldo, ou seja, o total de contratações menos o de demissões no período. Em junho, foram 1.181.930 contratações e 1.172.109 demissões, resultando na abertura de 9.821 vagas no mês. No acumulado do primeiro semestre houve saldo positivo de 67.358 vagas, melhor resultado para o período desde 2014. Entre janeiro e junho de 2016, o país havia fechado 531.765 vagas. Nos últimos 12 meses, houve fechamento de 749.060 vagas com carteira.